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De acordo com o previsto na nova Organização Comum do Mercado Vitivinícola, Portugal apresentou, em Junho de 2000, o Inventário do Potencial Vitícola do nosso país, condição prévia indispensável a qualquer Estado-Membro para poder proceder à atribuição de Novos Direitos de Plantação, instituir a Reserva de Direitos ou, ainda, aplicar o Regime de Reconversão e Reestruturação da Vinha.

A história da viticultura nacional, à semelhança do que se verifica na maior parte dos países vitícolas europeus, tem observado grandes oscilações como reacção dos mercados. Assim, com frequência se verificaram períodos de expansão algo descontrolada, originando subida dos preços e arrastando atrás de si os volumes de produção, após o que o mercado tem levado a correcções que, não raro, têm gerado graves crises, levando os viticultores a situações muito difíceis.

Em Portugal, já depois das crises observadas durante os finais do século XIX e durante o século XX, e que culminaram com os problemas registados nas décadas de 60 e 70, verificou-se um significativo abandono da actividade, tendo como consequências o abandono de extensas áreas de vinha ou a sua substituição por outras culturas.

Com a adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia foram criados mecanismos de abandono definitivo, que permitiram arrancar a vinha de locais menos propícios para a cultura, a par da criação de instrumentos legais e financeiros que permitiram e facilitaram a replantação de importantes superfícies de vinha em zonas e áreas mais convenientes e de maior aptidão.

Em matéria de potencial vitícola estima-se que em Portugal Continental ele seja de 252.115 hectares. Isto como resultado da adição à área existente em 1 de Setembro de 2001, dos direitos de plantação por utilizar e dos direitos mantidos na reserva.

Assim, estão cadastradas mais de 300 variedades de castas, que contêm e representam uma ampla diversidade e variabilidade genéticas no respeitante às mais importantes características culturais e enológicas, o que tem permitido e justificado os trabalhos de selecção que vêm tendo lugar, com resultados visíveis em claros ganhos ao nível das citadas características culturais e enológicas de diversas castas.

Com efeito, da análise da evolução do encepamento em Portugal Continental e com base nos elementos do Ficheiro Vitivinícola, verifica-se, relativamente às castas com uma representatividade superior a 2%, um aumento das castas com um maior potencial qualitativo. Por outro lado, verifica-se também uma diminuição da dispersão das castas nos povoamentos, como resultado dos programas de reestruturação e reconversão da vinha.

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