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VidisavaHerdade Outeiro de Esquila

Situado ao sul de Portugal, o Alentejo denota grande aptidão na produção de vinhos de marcada qualidade e tipicidade. Povoa-se de vastos vinhedos por extensas planícies sob o sol escaldante que ilumina e amadurece as uvas que qualificam os vinhos do Alentejo. O Alentejo encerra em si uma grande riqueza histórica e arquitectónica bem preservada - espaços rurais com inigualáveis condições ambientais; paisagem diversificada; parques naturais, zonas de caça. E uma população franca e hospitaleira que soube manter tudo o que de bom herdou dos seus antepassados.

Os vinhos do Alentejo são os brancos frutados, ligeiramente acídulos ou de aromas intensos e originais; os tintos de aromas frutados e frescos ou de ricos aromas, macios e equilibrados. São, entre as demais, seis as castas que os marcam e os distinguem; três castas brancas - Roupeiro de aroma fino, equilibrado e tom citrino; Rabo de Ovelha casta produtiva, e cor aberta; Antão Vaz de aroma singular e personalizado - três castas tintas - Periquita de aroma agradável, frutado e macio; Trincadeira denotando frescura e grau alcoólico adequado; Aragonez de cor tinta carregada conferindo corpo aos vinhos.

Dados geográficos e Divisão administrativa

O Alentejo, maior província de Portugal, é limitado a Norte pelo Rio Tejo, a Noroeste pela Estremadura, a Oeste pelo Oceano Atlântico, a Este pela fronteira com a Espanha e a Sul pelo Algarve.

A hidrografia é constituída fundamentalmente pelas bacias do Guadiana e do Sado.

Esta província encontra-se subdividida em quatro unidades, designadas por Alto Alentejo, Alentejo Central, Baixo Alentejo e Alentejo Litoral.

Em termos vitícolas, o Alentejo Central é a unidade mais importante uma vez que aqui se inserem as zonas vitícolas de Borba, Redondo, Reguengos, Évora e parte de Granja/Amareleja.

Clima

As zonas vitivinícolas do Alentejo situam-se na faixa Ibero-Mediterrânea, com características climáticas mediterrânicas aliadas a uma acentuada continentalidade.

O clima da região é caracterizado por Primaveras e Verões excessivamente quentes e secos. A precipitação média anual é de 550-650 mm, à excepção das regiões de Borba (750-850 mm) e Portalegre onde os valores são ligeiramente superiores (900-1000 mm); a precipitação concentra-se sobretudo nos meses de Inverno.

A temperatura média anual é de 15.5-16ºC., a temperatura média das máximas absolutas é de 20.5-21ºC. (máxima absoluta 42.1ºC.), e a média das mínimas absolutas de 11-11.5ºC. (mínima absoluta -5ºC.).

Os valores relativos à insolação são muito elevados, particularmente no trimestre que antecede as vindimas contribuindo para a perfeita maturação das uvas e qualidade dos vinhos. São de facto condições marcadamente favoráveis à síntese e acumulação dos açúcares e à concentração de matérias corantes na película dos bagos. A insolação anual é de aproximadamente 3000 horas.

Solos

Os solos dominantes nas zonas vitivinícolas do Alentejo são de origem granítica e algumas manchas de derivados de xistos e quartzodioritos. No entanto, na região de Borba aparecem com maior dominância solos derivados directa ou indirectamente de calcários cristalinos e na região de Moura, solos calcários pardos.

Na generalidade, são solos de média a baixa capacidade de uso e portanto com médio a baixo nível de fertilidade.

Zonas vitivinícolas

Borba, Redondo, Portalegre, Vidigueira, Granja, Reguengos, Moura e Évora.

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