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Produtos Região do Alentejo Vidisava
Vidisava é uma sociedade sedeada no Monte Novo da Lisboa, a 4 quilómetros da Vidigueira, junto à estrada que liga esta urbe a Beja. As vinhas estendem-se, em suaves encostas, numa extensão de cerca de 150 ha, divididos entre castas brancas e castas tintas, com um ligeiro predomínio das primeiras, como é usual nesta sub-região alentejana.
No encepamento de tintos distinguem-se as variedades Aragonês, Trincadeira, Periquita, Alicante Bouchet e Tinta Grossa (ou Tinta da Nossa, como é hábito designá-la). Nas castas brancas domina o Antão Vaz, ex-libris desta região, que hoje pelas suas características qualitativas se espalhou por todo o Alentejo. Seguem-na o Roupeiro, Fernão Pires, Arinto e Perrum. A variedade Antão Vaz, tem o seu berço na região da Vidigueira e a sua elevada resistência a condições de temperatura elevada permitiram a sua aclimatação nesta zona. Os vinhos produzidos pela Vidisava são obtidos na adega situada no meio da exploração. Nesta estrutura de vinificação cruzam-se ancestrais tecnologias de vinificação, as talhas, que datam da ocupação romana, com modernas técnicas de vinificação em inox e maturação em barricas novas de carvalho.
Os Vinhos brancos são vinificados a temperaturas relativamente baixas, para garantir a manutenção do seu potencial aromático a que se associa depois a uma estrutura pungente típica de vinhos produzidos em terras quentes. As melhores uvas da variedade Antão Vaz são fermentadas em barricas novas de carvalho francês e americano, dando origem a um dos vinhos de maior prestígio da adega.
Os vinhos tintos, são normalmente carregados de cor, com aromas de fruta passa e compotas, macios na boca, com uma estrutura bem evidente e taninos redondos. Os melhores lotes são normalmente estagiados em barricas novas de carvalho francês e americano.
Os vinhos de talha, com um mercado essencialmente regional, continuam a ser produzidos todos os anos, dando à adega um carisma muito típico e tradicional.
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Arte Velha (tinto) |
| Tipo | D.O.C. |
| Castas utilizadas | Trincadeira 50%, Aragonês 20%, Tinta Grossa 10%, Alfrocheteiro 10%, Alicante Boushet 10% |
| Decantação | Não efectuada |
| Fermentação alcoólica | Cubas de inox com controlo de temperatura (28-29°C) |
| Fermentação malolática | Totalmente efectuada, não induzida |
| Precipitação tartárica | Estabilizada quimicamente |
| Engarrafamento | Fevereiro de 2003 |
| Grau alcoólico | 13,5% vol. |
| Aroma de frutos vermelhos, carnudos, passa, ligeira resina e especiarias, com sabor estruturado e equilibrado, predominando as suas características de juventude. Apesar da sua macieza, possui uma adstringência agradável proveniente de taninos redondos das variedades que o constituem. |
Arte Velha (branco) |
| Tipo | D.O.C. |
| Castas utilizadas | Antão Vaz 60%, Roupeiro 10%, Arinto 10%, Perrum 10% |
| Decantação | Não efectuada |
| Fermentação alcoólica | Cubas de inox com controlo de temperatura (12-14°C) |
| Fermentação malolática | Não efectuada |
| Precipitação tartárica | Estabilizada por frio |
| Engarrafamento | Fevereiro/Março 2003 |
| Grau alcoólico | 12,9% vol. |
| Aroma de frutos tropicais maduros, associados a um mineral bem evidente, revelando todas as características das castas que compõem o vinho. Possui uma macieza característica dos vinhos do sul, ligeiro acídulo, frutado, final persistente. |
Arte Velha DEP 12 (tinto) |
| Tipo | D.O.C. |
| Castas utilizadas | Trincadeira 50%, Aragonês 20%, Tinta Grossa 10%, Alfrocheteiro 10%, Alicante Boushet 10% |
| Decantação | Decantar se desejado |
| Fermentação alcoólica | Cubas de inox com controlo de temperatura (28-29°C) |
| Fermentação malolática | Totalmente efectuada, não induzida |
| Precipitação tartárica | Estabilizada quimicamente |
| Engarrafamento | Outubro 2002 |
| Grau alcoólico | 13,5% vol. |
| Aroma de frutos vermelhos, carnudos, uva e ameixa passa, alguma especiaria, notas suaves da madeira onde estagiou, com sabor estruturado, aliando as características de juventude, onde são bastantes perceptíveis as notas de passa e chocolate amargo. Os taninos das variedades envolvidas e os taninos da madeira conferem-lhe complexidade e persistência. |
Arte Velha Reserva (tinto) |
| Tipo | D.O.C. |
| Castas utilizadas | Trincadeira 50%, Aragonês 20%, Tinta Grossa 10%, Alfrocheteiro 10%, Alicante Boushet 10% |
| Decantação | Decantar se desejado |
| Fermentação alcoólica | Cubas de inox com controlo de temperatura (28-29°C) |
| Fermentação malolática | Totalmente efectuada, não induzida |
| Precipitação tartárica | Estabilizada quimicamente |
| Engarrafamento | Novembro 2002 |
| Grau alcoólico | 13,5% vol. |
| Aroma de frutos bem maduros, a lembrarem passa de uva a que se associam notas de especiaria e madeira, com sabor estruturado com acidez equilibrada, taninos doces, ligeiro vegetal, final saboroso e persistente. |
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