Produtos Região de Trás-os-Montes Cooperativa de Viticultores e Olivicultores de Freixo de Numão, CRL
Esta Cooperativa viu a luz do dia em 19 de Junho de 1957, e foi chamada "Adega Cooperativa de Freixo de Numão, SCRL", conforme escritura lavrada no Cartório Notarial de Vila Nova de Foz Côa. Os seus Estatutos foram aprovados por Alvará firmado pelo então Ministro da Economia, Ulisses Cortês, em 23 de Agosto do mesmo ano.
Deu os primeiros passos com 12 fundadores, em breve tinha uma trintena de cooperantes e em 1959, primeiro ano da sua laboração, recebeu 240 mil quilos de uvas. A criação desta Cooperativa surgiu em boa hora, pois muito tem contribuído para a valorização qualitativa da produção vinícola e para a dinamização da vitivinicultura da sua área de acção. Assim, neste capítulo, a Cooperativa tem, actualmente, uma produção média de 1.800.000 litros de vinho de mesa (pasto) e 1.5000.000 litros de vinho generoso. Possui uma capacidade de armazenagem de 1.200.000 litros em cubas, 2.000.000 em balões e 1.500.000 em cubas de inox. Figurando sem favor e com destaque nas cartas de vinhos de muitos e bons restaurantes nacionais, sendo também possível adquirir vinho desta Cooperativa em diversos estabelecimentos do País e fora dele.
Atenta às necessidades dos seus associados e da região onde se insere, alargou recentemente a sua actividade ao sector da olivicultura e aqui tem vindo também a averbar muitos pontos, dados os seus objectivos ecológicos e a sua preferência por meios técnicos que em muito valorizam os seus produtos. Para tanto, adaptou e alargou as instalações, tendo a funcionar exemplarmente uma "Secção de Olivicultura" Consequência inevitável do seu crescimento, a Cooperativa vem alargando o seu campo de acção e passou a denominar-se "Cooperativa de Viticultores e Olivicultores de Freixo de Numão, CRL", podendo dizer-se que actualmente averba pontos altos em resultado da constante melhoria da qualidade dos seus produtos, no que se pode considerar verdadeiramente modelar.
A nossa Olivicultura
A nossa região, constituída por solos xistosos de pouca espessura e deficientes em matéria orgânica, aliados ao clima quente e seco do verão e às baixas temperaturas do inverno (que impedem o desenvolvimento da maioria das pragas e doenças) proporcionam um ambiente rústico, mas favorável para o crescimento e frutificação da oliveira. As variedades predominantes nos olivais são a Madural, a Verdeal Transmontana, a Cordovil e a Cobrançosa que originam um azeite típico de elevadas qualidades organolépticas e nutricionais, valorizadas mundialmente.
O Azeite Casa Grande 
Quando esta Cooperativa apostou na produção oleícola fê-lo com muita seriedade e a maior responsabilidade, a par de uma grande ênfase no que respeita aos processos de produção. Está hoje bem à vista de todos a importância da sua opção por uma linha de extracção biológica. Com isso, o azeite que sai desta Cooperativa tem, à partida, a garantia de uma excepcional qualidade, sendo provavelmente o melhor azeite do país.
Classificado como "azeite virgem extra especial", tem uma cor amarela-esverdeada e cheira a azeitona fresca, revelando-se o seu gosto hamonioso com pequenas sensações e picante e amargo, sendo o final longo e persistente. Tem apenas 0,5 % de acidez e numa escala de 1 a 9 pontos, foi classificado em 7,5.
Prêmio
O Azeite Casa Grande da Cooperativa de Vit. e Olivicultores de Freixo de Numão, Crl, foi premiado no passado dia 17 com o 1.º prémio para a Qualidade do Azeite Virgem Extra – Frutados Maduros, numa das Feiras Internacionais mais importantes, ligada ao sector do Azeite e Afins “EXPOLIVA 2003” em Jaen Espanha.
De salientar que participaram neste concurso 61 produtores de Azeite Virgem Extra de vários países mundiais, entre os quais, Espanha, França, Argentina.
A Cooperativa conseguiu em dois anos de produção tornar-se numa referência nacional e internacional pela sua capacidade de organização, inovação, metodologia e técnica utilizadas na produção e comercialização, não só pelos prémios alcançados, mas pelo reconhecimento de uma dinâmica forte, perseguindo sempre uma linha orientadora estratégica que passa por atingir os níveis máximos de qualidade. Exemplo desta dinâmica é o projecto que está neste momento a ser preparado, para a implementação de uma Central de Compostagem Ecológica de transformação do bagaço da azeitona em composto orgânico.
O Lagar
Recepção, limpeza e conservação de azeitona
A azeitona que chega ao lagar trás sempre uma quantidade variável de impurezas, terra, que terão de ser eliminados evitando-se assim alterações depreciativas nas características organolépticas do azeite.
A máquina desfolhadora através de uma forte corrente de ar, separa as impurezas, retendo o material estranho mais pesado e conduzindo a azeitona limpa para o lagar.
A renovação da água de lavagem é feita diariamente. Uma vez lavada, a azeitona é pesada. É durante esta fase que se procede á recolha de uma amostra de azeitona (2 kg aproximadamente) a ser analisada em laboratório.
Depois de limpo e pesado, é necessário armazenar o fruto até à operação da moenda. Este tempo de espera não supera as 24 horas, tentando-se evitar o amontoado da azeitona que contribui negativamente para a alteração do fruto (subida da acidez, ataque de bolores, cheiro desagradável). O laboratório está equipado com tecnologia que permite um completo controlo do sistema de produção. Tendo em conta o estado da matéria prima, com o fim de produzir azeite virgem extra com os mais altos parâmetros de qualidade. A análise da matéria-prima consiste na determinação do rendimento em azeite ( kg de azeite em 100 kg de azeitona) e acidez da azeitona pelo método Autelec.
A análise do produto final é efectuada pela análise sensorial e acidez do azeite mediante os processos indicados no Regulamento Comunitário, relativo ás características dos azeites e os óleos de bagaço de azeitona, bem como aos métodos de análise relacionados.
A análise do subproduto bagaço de azeitona dá informações do teor de azeite não extraído e é efectuada pelo método Autelec.
Moenda
A moenda da azeitona é efectuada por um moinho de martelos em aço inoxidável.
Batedura
As batedeiras são depósitos cilíndricos alimentados com azeitona triturada no moinho. Pretende-se nesta operação formar uma fase oleosa contínua, através do aquecimento e movimento lento de pás sobre a pasta de azeitona. Desta forma, a emulsão água/azeite é destruída, como também se facilita a reunião de minúsculas gotas de azeite em gotas de diâmetro superior. Durante esta operação, controla-se a temperatura para valores abaixo dos 28 ºC.
Armazenamento e conservação de azeite
Á saída da centrifugadora, o aspecto do azeite é turvo com cor entre o esverdeado e amarelo.
Nesta fase, o azeite é bombeado para cubas de armazenamento de aço inoxidável permanecendo em repouso até ocorrer a total decantação de partículas, clarificando assim o azeite. O armazém de conservação está constituído por 9 cubas inox de 20.000 litros e 4 cubas inox de 15.000 litros.
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