Portugal História
A Lusitânia, nome pela qual a região era conhecida pelos romanos, é conquistada por Julio César e Augusto no século I a.C.
Os visigodos dominam o território do século V até a chegada dos mouros, em 711. Portugal surge como país na luta pela reconquista cristã da península ibérica: Fernando de Castela toma Coimbra em 1064; seu filho Afonso VI faz de Henrique de Borgonha conde de Coimbra.; filho de Henrique intitula-se rei Afonso I em 1139 e conquista Lisboa com o auxilio de cruzados estrangeiros em 1147. A soberania consolida-se com a expulsão dos mouros em 1249. Em 1385 sobe ao trono Dom João I, da soberania Avis. Os castelhanos invadem Portugal várias vezes, mas são derrotados na Batalha de Aljubarrota, em 1385, que consolida a independência e a soberania portuguesas.
Grandes navegações
Portugal é pioneiro na expansão marítima europeia. No século XV, têm início os descobrimentos e as conquistas que formariam o império colonial lusitano. Em 1496, o rei dom Manuel obriga os judeus, cerca de 15% da população portuguesa, a se converterem ao catolicismo, dando origem aos cristãos - novos. No ano seguinte , Vasco da Gama é o primeiro europeu a viajar por mar até a Índia, onde aporta em 1498. Em 1500, Pedro Álvares Cabral chega ao Brasil.
Em 1578, o rei Sebastião I morre na Batalha de Alcácer Quibir, na tentativa de conquistar o Marrocos. Dois anos depois, a Espanha se apossa do trono português e dá início a 60 anos de domínio sobre o país. Portugal perde colónias do Extremo Oriente para a Holanda, que também ocupa parte do Brasil. A independência portuguesa é recuperada em 1640, quando João de Bragança se torna rei.
Iluminismo português
Um terramoto de grandes proporções seguido de um maremoto e de um incêndio de vários dias destrói Lisboa em 1755, deixando 12 mil mortos. A catástrofe afirma a autoridade do marquês de Pombal, ministro do rei dom José. Pombal reconstrói a cidade e passa a ser, nas décadas seguintes, figura - chave do iluminismo português. Expulsa os jesuítas, dando início ao processo que levaria o papa a suprimir a Companhia de Jesus em 1773, e põe fim à distinção legal entre cristãos - novos e cristãos - velhos. Em 1807, Portugal é invadido por Napoleão Bonaparte e a corte transfere-se para o Brasil. Em 1820, a Revolução do Porto obriga o rei dom João VI a voltar a Lisboa. Dois anos depois, o príncipe dom Pedro proclama a independência do Brasil e torna-se seu imperador.
Salazarismo
Em 1910, uma rebelião derruba o rei Manuel II e a República é proclamada. Os republicanos adoptam leis liberais e anticlericais. Após longo período de instabilidade, um golpe de Estado estabelece, em 1926, uma ditadura militar. António de Oliveira Salazar assume como primeiro-ministro em 1932. Seu regime , inspirado no fascismo, ficaria conhecido como salazarismo. A Constituição de 1933 institui o Estado Novo, no qual se admite um só partido, a União nacional. Portugal permanece neutro na II Guerra Mundial e é admitido na ONU (organizações das Nações Unidas) em 1955. A recusa em conceder independência às colónias africanas estimula movimentos guerrilheiros de libertação. A partir de 1961, Portugal fortalece sua presença militar na África . Em 1968, Salazar sofre um derrame e é substituído por Marcelo Caetano, ex-ministro das Colónias, que permite partidos de oposição.
Revolução dos Cravos
A decadência económica e o desgaste com a guerra colonial provocam descontentamento nas Forças Armadas. Em 25 de Abril de 1974 eclode a Revolução dos Cravos. Oficiais de média patente rebelam-se e derrubam o governo de Caetano. O general António de Spínola assume a Presidência. A população festeja o fim da ditadura distribuindo cravos - a flor nacional - aos soldados rebeldes. Os partidos políticos, inclusive o comunista, são legalizados e é extinta a Pide, polícia do salazarismo. Portugal mergulha em uma agitação revolucionária. Spínola renuncia em Setembro. O governo passa a ser dominado pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) , fortemente influenciado pelo Partido Comunista. No mesmo ano Angola, Moçambique ,Cabo Verde e Guiné-Bissau obtêm a independência.
Em Março de 1975, após frustrada tentativa de golpe de Spínola, o governo é dirigido por um triunvirato de generais, inicia-se a estatização de indústrias e bancos, seguidas de ocupações, expropriações, saques – roubos de terra e bens . Despedimentos na função publica e privada provocados pelos comunistas, socialistas oportunistas, ocupando e auto promovendo-se com categorias profissionais e salários mais elevados. No ensino publico promovem-se cursos técnicos a superiores, e a qualidade de ensino diminui. Instala-se uma anarquia generalizada em todo o pais. As empresas e terras roubadas aos proprietários que trabalharam e lutaram para as construir durante varias gerações juntamente com seus funcionários, nunca mais produziram, ficando assim Portugal mais pobre e com uma taxa de desemprego mais elevada que não existia ate então. Todos estes acontecimentos ainda estão muito presentes na memoria dos Portugueses.
O moderado Partido Socialista (PS), de Mário Soares, vence as eleições em Abril. Em Novembro, o fracasso de um golpe de extrema põe fim à fase revolucionária. A Constituição de 1976 declara irreversíveis as nacionalizações e a reforma agrária. Em 1976, o general António Ramalho Eanes, comandante das forças que venceram a rebelião de oficiais esquerdistas, é eleito presidente da República. Os socialistas conquistam 35% dos votos nas eleições parlamentares, e Mário Soares forma um governo minoritário - diante da grave crise económica, Soares renuncia em 1978. Entre 1979 e 1980, o país tem cinco primeiros-ministros. As leis revolucionárias são revertidas em 1982 e eliminam-se as restrições ao capital privado. O partido Social - Democrata (PSD), de centro-direita, vence em 1985, e Aníbal Cavaco Silva torna-se primeiro-ministro.
Integração européia
Mário Soares é eleito presidente em 1986. No mesmo ano, Portugal ingressa na Comunidade Europeia, actual União Europeia (UE) . Em 1987, o PSD conquista 50,2% dos votos e Cavaco Silva compõe um governo conservador. Em 1989, a Assembleia retira da Constituição a irreversibilidade das nacionalizações e da reforma agrária. Mário Soares é reeleito em 1991, mas no parlamento o PSD mantém a maioria.
Em 1995 , os socialistas vencem as eleições parlamentares e voltam a assumir o governo, com António Guterres como primeiro-ministro. No ano seguinte , Jorge Sampaio, também do PS, é eleito presidente da República . Trabalhadores e empresários assinam um pacto com o governo para elevar o salário mínimo e reduzir a jornada de trabalho de 44 horas semanais - a mais elevada da UE - para 42 horas em 1996 e para 40 horas em 1997. O objectivo é conter o desemprego , agravado pelos ajustes exigidos pela UE.
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